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30 de outubro de 2012
A Batalha que perdi (ou vencido por Anjos)
15 de dezembro de 2011
Um conto de Natal
Mais uma vez natal. Mais uma vez lembranças.
Lembro-me vagamente dos natais em família que tínhamos quando criança. A situação econômica não nos permitia grandes extravagâncias, então natal se resumia a frango assado, maionese e suco de maracujá. Um verdadeiro banquete.
Na TV de madeira os maravilhosos brinquedos do Gugu e as maquininhas de ‘faça você mesmo’ da Eliana que enchiam os meus olhos e dos meu irmãos. Ganhavamos brinquedos da empresa do meu pai, o que nos deixava extasiados pois era o único brinquedo que teríamos durante um ano.
Lembro de um dia ter ido ao banco com meu pai sacar dinheiro. Na época, meu pai era ajudante de faxina. Quando chegamos ao caixa eletrônico ele começou a despejar dinheiro sem parar.
Na minha mente de criança: ‘Um milagre!’
Neste momento meu pai recolheu o dinheiro do caixa, levou-o até o gerente e explicou o ocorrido justificando-se ‘Saiu a mais! Não tem tudo isso na minha conta!’.
O gerente o agradeceu inúmeras vezes. Saímos e fomos comprar o frango da ceia.
Sabe, naquele natal meu pai não me deu um brinquedo que quebrasse ou algo em que eu colocasse pilhas e brilhasse sem parar.
O que ele me deu foi muito maior do que qualquer coisa que eu pudesse comprar. Algo que não poderá ser quebrado e nem arrancado de mim.
Ele me ensinou a ser honesto.
22 de novembro de 2011
O Epitáfio da minha fé

Aqui jaz um cristão.
E talvez as pessoas irão parar diante da sepultura e se perguntarão: 'Será que foi morte matada ou foi morte morrida?'
de antemão afirmo: as duas coisas.
Morte matada.
matada pelos que inverteram os sentidos.
matada pelos que distorceram o que 'Ele' disse.
matada pelos amantes das teorias e inimigos das práticas.
Morte morrida.
morrida pela dor no coração.
morrida pelo zêlo que o consumiu por causa da Casa.
morrida pela decepção.
E a cegueira, outrora dos relâmpagos, agora dos flashs das digitais.
E a fumaça, outrora do incenso, agora das máquinas.
E as luzes, outrora de seu Criador, agora dos strobos.
E o brilho, outrora da glória, agora do glitter.
E passará a andar por aí, como zumbi. Como viu os outros fazendo.
Balançando a cabeça e concordando. Como viu os outros fazendo.
Negociando, vendendo e vendendo-se. Como viu outros fazendo.
Oferecendo a causa em promoção. Como viu outros fazendo.
E vendendo o que é de graça. Como viu outros fazendo.
E o grito que já foi tão alto reduziu-se a um sussuro.
E a bandeira, que um dia carregou sobre um mastro, enrolará o seu corpo.
O corpo, que foi partido por todos, foi partido por ninguem.
E a causa que tinha como vida ou morte o escolheu para matar.
E, por fim, descobriu que a existência foi vã.
Porque a causa que tinha já não tem mais.
24 de julho de 2011
Mais que mil palavras...
Sei que uma imagem vale mais que mil palavras.
13 de junho de 2011
Pipas

Descarrego o meu carretel.
18 de maio de 2011
Lógica

14 de maio de 2011
Encontro

Dizem que Ele mora em uma cidade que é feita inteiramente de pedras preciosas. Arquitetada tal qual nunca visto.
