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30 de outubro de 2012

A Batalha que perdi (ou vencido por Anjos)



Dia desses, terminei um livro em que o autor jogou a afirmativa: ‘Em qualquer relacionamento o primeiro a dizer ‘Eu te amo’ é o primeiro a perder. ’
Isso acontece porque quando falamos ‘eu te amo’, automaticamente, a outra pessoa passa para a condição de ‘ser amada’.  E aí, meu amigo, temos um problema!
De posse do amor do outro a pessoa amada opta pelo que quer fazer dele.
Corresponder?
Fortalecer?
Ignorar?
Ela é amada, ela tem este direito!

Há alguns anos resolvi dividir o amor com uma pessoa. 
Uma amiga, de um amigo.
E, pouco a pouco, essa pessoa foi entrando no meu coração.
A delicadeza de meias nos pés sob o gramado da minha alma,
A violência de uma voadora no peito nas minhas convicções tortuosas.

Talvez esse texto seja um erro. Eu devesse esperar um aniversário ou alguma situação importante para dizer essas coisas. 
Mas, cada dia em que falo com ela, faz-se cuidados diários, sempre momentos importantes!
Temos o nosso próprio vocabulário. As nossas próprias saudações. As nossas próprias internas.
E ela está no filme, na música, no cinema, no livro... em tudo uma chance de compartilhar e aprender um pouquinho mais.

Aliviar um pouco os fardos da vida.
Tratar um pouco as feridas causadas pelos outros.
Cavar um pouco esperanças soterradas.

E tudo isso está embrulhado em um lindo pacote de Philos. Uma amizade de irmãos, que não busca o mal, nem os próprios interesses. Que não se dobra diante da malícia e nem cede diante dos rumores.
Encontrar em tudo um motivo pra rir. E, quando eles não vêm, o famoso senta e chora. Porém juntos!
Que se expõe. Que fala de amor e saudade assim como se fala do clima ou do trânsito. O pensador diz que 'amizade não se alardeia, se vive.' Mas acontece que a vivência da nossa é, por si mesma, um alarde. 
Uma grande trombeta anunciando em alto e bom som que sim, 
ainda existe 'gente como nós'!

Eu me rendo, Mariana Anjos.
Digo que te amo e perderei quantas vezes for.