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13 de junho de 2011

Pipas




Descarrego o meu carretel.
Cada vez estão mais longes de mim.
Somente o vento pode dizer para onde vão.
Se a brisa é suave, os deixo deslizar pelo imenso céu azul.
Se o vento é mais forte, rapidamente sou tentado a puxa-los de volta para mim.
Mas só de longe posso vê-los como um todo. Em seus detalhes e imperfeições.
E, daqui da terra posso ver que não foram feitos para estar comigo, mas sim nas alturas.
Mais perto do Criador.

Estes pipas são as minhas vontades.

Um comentário:

Carpe OMnia disse...

poesiaa pura nego! Saudadonas de vc hermano, sempre!